Para ser campeão brasileiro com o Grêmio, Celso Roth terá que passar por um teste de fogo contra um de seus vários ex-clubes. No domingo, o adversário é o Palmeiras, clube que ele dirigiu em 2001. Nesta sexta-feira, em entrevista coletiva, o treinador lembrou com ironia sua passagem pelo Alviverde. Ele mencionou que não teve o mesmo suporte financeiro de outros profissionais, auxiliados pela parceria do clube com a Parmalat.

- Trabalhei lá depois da Parmalat. Fui o primeiro treinador depois da Parmalat. Imagina que maravilha... Só pego essas, só pego esses filés - brinca Roth.

O treinador costuma comentar que nunca teve a oportunidade de trabalhar em um clube que lhe permitisse escolher os jogadores que quisesse. É até um orgulho para ele ter alcançado bons resultados com grupos modestos. No Palmeiras, Celso Roth disputou 19 partidas pelo Campeonato Brasileiro de 2001. Foram dez vitórias, sete derrotas e dois empates - aproveitamento de 56,1%. Ele foi demitido na 19ª rodada. A equipe terminou a competição com um rendimento inferior ao que tinha com Roth no comando - 47%, em 12º


Depois das fortes críticas de Celso Roth aos protestos de torcedores, o diretor de futebol do Grêmio, André Krieger, tratou de minimizar o assunto. Em entrevista ao programa Show dos Esportes, da Rádio Gaúcha, na noite desta terça, o dirigente gremista negou que os manifestantes tivessem tentado invadir o campo. Segundo ele, houve um "diálogo pacífico" entre jogadores e torcedores.

– Não houve invasão. Houve a aglomeração de torcedores querendo conversar com os jogadores de forma pacífica e normal, e eles foram atendidos. Houve uma troca de idéias, um diálogo pior parte de alguns torcedores. Eles hipotecaram mais uma vez solidariedade a este momento de dificuldades que o Grêmio vem passando e confirmaram presença em São Paulo (contra o Palmeiras) e Porto Alegre contra o Coritiba – explica Krieger.

O diretor de futebol do Grêmio também minimizou as críticas de Celso Roth. Na entrevista coletiva realizada após o treinamento, o treinador disse que a manifestação foi "totalmente descabida". Krieger respeita a posição de Roth, mas não concorda.

– Conversamos de forma franca, inclusive com os jogadores ainda no gramado. O Celso disse não ver motivo (para o protesto) e eu respondi que não vejo impedimento algum para que isso ocorra. Eu respeito a posição dele. Nós trabalhamos assim no departamento de futebol, com maioria, às vezes com a discordância, mas sempre harmonicamente – explica.

Victor: sem alarde

O goleiro Victor também não se sentiu incomodado com as manifestações. Para ele, o objetivo dos torcedores era manifestar apoio ao Grêmio.

– Não temos de ficar levando muito isso adiante porque foi mais uma manifestação de apoio do que qualquer tipo de manifestação agressiva, que pudesse causar problemas. Não é nada para fazer um alarde muito grande – opina.

Gremistas ficaram insatisfeitos com empate por 1 a 1 com o Figueirense e chamaram treinador de burro


A torcida do Grêmio voltou a perder a pouca paciência que tinha com o técnico Celso Roth. Neste domingo, após o empate por 1 a 1 com o Figueirense, boa parte dos torcedores vaiou o treinador e o chamou de burro. Mas a diretoria partiu em defesa do comandante tricolor, líder do Campeonato Brasileiro até minutos antes.

- O torcedor da Geral não gostou desses que chamaram o Roth de burro e logo tentaram abafar. Não dá para debitar isso ao treinador. Tem que debitar à diretoria. Temos que olhar para dentro de casa e manter a expectativa e a esperança com luta - afirma o presidente do Grêmio, Paulo Odone.

A torcida está encucada com algumas escolhas técnicas de Roth e com a ausência de um esquema tático definido. O esquema de três zagueiros, antes tão sólido, agora não suporta uma adversidade. Contra o Cruzeiro e o Figueirense, foi a mesma coisa: assim que levou um gol, o time passou a jogar com dois defensores. E sem sucesso.

O Grêmio volta a campo domingo, no Palestra Itália, em jogo de vida ou morte contra o Palmeiras.


O Grêmio mais uma vez perdeu a liderança do Brasileirão 2008. Na noite deste domingo, pela 33ª rodada, o time gaúcho empatou com o Figueirense por 1 a 1, dentro do estádio Olímpico, e foi superado pelo São Paulo, que derrotou o arqui-rival gremista Internacional por 3 a 0 no Morumbi. Agora, o São Paulo tem 62 pontos, deixando o ex-líder em terceiro, com 60, atrás ainda do Palmeiras, segundo lugar, com 61. O Cruzeiro, que perdeu por 3 a 0 para o Goiás fora de casa, é o quarto, com 58, seguido do Flamengo, com 57.

Em uma rodada em que vários times ameaçados de rebaixamento vencera, o empate deixou o time catarinense em 17º lugar, na zona de perigo, com 35 pontos, sendo superado pelo Atlético-PR pelos critérios de desempates.

O próximo compromisso do Grêmio é fundamental para seus interesses na conquista do título: o Palmeiras, fora de casa, no domingo, dia 9. para piorar, Réver, Felipe Mattioni e Thiego receberam o terceiro amarelo e não jogam. Além deles, Léo e Pereira estão machucados, e Makelele e Paulo Sérgio, emprestados pelo Verdão, não poderão atuar.

O Figueirense tem uma semana quente: joga nesta quarta, em Florianópolis, diante do Fluminense, a partir dos 15 minutos, na continuação do jogo do apagão, que está parcialmente 1 a 0 para os cariocas. Depois, no sábado, o adversário é o Atlético-PR, de novo em casa.

Falha e polêmica
O técnico do Grêmio, Celso Roth, escalou Makelele no lugar do jovem Douglas Costa, até para preservar o guri que caiu de rendimento na derrota por 3 a 0 para o Cruzeiro.

Mas quem acabou falhando foi outro garoto. Aos sete minutos, após escanteio, o lateral Felipe Mattioni, que foi sondado pelo Juventus, segundo a imprensa italiana, perdeu a bola dentro da área para Ramón, que ajeitou para Marquinho bater cruzado e abrir o placar, sob o silêncio do Olímpico.

A maré de azar teve seqüência logo depois: o zagueiro Léo sentiu o tornozelo direito e teve que deixar o campo, sendo substituído por Paulo Sérgio, praticamente mudando o esquema tricolor. O fato é que, aos poucos, o time gaúcho foi se encontrando no jogo. Aos 24, Souza arriscou de fora da área, mas Wilson defendeu. O camisa 1 do Figueira teve boa atuação e voltou a salvar o time em uma cobrança perigosa de Paulo Sérgio.

Mas o lateral-direito tricolor, que acabou entrando no jogo meio que por acaso, foi fundamental para o gol do empate. Aos 43, ele já tinha feito um bom cruzamento para Mekelele, salvo por Wilson. Aos 45, o árbitro Jailson Macedo Freitas apitou uma infração do arqueiro alvinegro, alegando que ele demorou seis segundos para recolocar a bola em jogo.

Após a falta cobrada por dois toques dentro da área, Paulo Sérgio pegou a sobra e chutou cruzado. No meio do caminho, Reinaldo dominou e chutou forte para empatar o jogo. Os jogadores do Figueira reclamaram muito da marcação do juiz.

Erros demais
O jogo continuou equilibrado após o intervalo. Apesar do domínio territorial gremista, o time visitante também chegava com perigo. Aos quatro, Tadeu cabeceou para fora após escorar cobrança de falta. Souza teve ótima chance aos dez, driblando dois jogadores, mas acabou perdendo a bola na área. Mas quem perdeu o gol mais feito do jogo foi Tadeu, que se aproveitou de falha de Amaral e, sozinho, errou ao tentar encobrir o goleiro Victor.

O técnico Roth resolveu botar o guri Douglas Costa em campo junto com Marcel, substituindo Makelele e Reinaldo, respectivamente. O guri mal entrou e já sofreu uma falta perto da área, em lance que quase terminou em confusão entre os jogadores. Na cobrança, Marcel bateu forte demais, por cima.

O Tricolor pecou muito pelos seus erros. Aos 36, a defesa perdeu a bola, e Anderson Luiz passou para Cleiton Xavier bater fraco, e Victor defender. Depois, no ataque, Douglas Costa armou boa jogada para Perea errar a mira e isolar para fora. Para complicar, uma forte chuva começou a cair no estádio. No finzinho, Diogo perdeu um gol incrível, bem defendido por Victor.

Fonte: globoesport.com


É estranho que Grêmio e Figueirense, em lados absolutamente opostos na tabela, coloquem em campo algo em comum no jogo das 19h10m (de Brasília) deste domingo, no Olímpico: a necessidade de melhorar o rendimento, sob pena de o preço pago posteriormente ser salgado. O Tricolor precisa da vitória para superar o momento de instabilidade e manter a liderança da competição. Curiosamente, contra o avdersário que goleou por 7 a 1 fora de casa no turno e assumiu a liderança pela primeira vez. O Furacão de Floripa precisa escapar da vizinhança da zona de rebaixamento do Brasileirão.

Os gaúchos vêm de derrota por 3 a 0 para o Cruzeiro. Com o resultado, sentiram a aproximação dos concorrentes. O Tricolor segue na ponta, com 59 pontos, mas agora com a companhia do São Paulo. Raposa e Palmeiras vêm na seqüência, com um a menos. O Flamengo tem 56. O Figueira, com 34, entra na rodada em 16º, mas com um jogo a menos, já que a partida contra o Fluminense, na quinta-feira passada, foi adiada em função da falta de energia elétrica na região do estádio Orlando Scarpelli.