Jogadores foram observados por diretor-técnico do clube italiano, Renzo Castagnini, no jogo contra o Sport, no Olímpico
A passagem do diretor-técnico do Juventus, Renzo Castagnini, pelo Brasil deve render negociações assim que terminar o Campeonato Brasileiro. E dois jogadores do Grêmio, observados pessoalmente pelo gringo no jogo contra o Sport, podem estar na mira do clube italiano. A imprensa européia noticia o interesse da "Vecchia Signora" em Douglas Costa. E também diz que o clube de Turim disputa o lateral-direito Felipe Mattioni com o Ajax, da Holanda.
Sites tratam Douglas como um jogador "extraclasse" e falam em US$ 10 milhões (R$ 23 milhões) como preço a ser pago por ele. Na verdade, o Grêmio nem ouviria uma proposta com essas cifras. A multa rescisória do guri de 18 anos é de R$ 80 milhões.
Por Felipe Mattioni, especula-se o valor em 7 milhões de euros (R$ 20,1 milhões). O jogador é agenciado pelo italiano Mino Raiola, de forte trânsito na Europa.

O fim de semana foi bem-sucedido para o Grêmio também fora de campo. O clube aumentou o vínculo com dois de seus mais importantes jogadores na temporada. Depois do zagueiro Réver, o goleiro Victor teve seu contrato ampliado por mais três anos. De 2010, passou para 2013. Pelos próximos cinco anos, 100% dos direitos federativos do jogador são do Grêmio.
Dos direitos econômicos, porém, o clube gaúcho detém 50%. A outra metade pertence ao Paulista, de Jundiaí. De acordo com o diretor executivo de futebol Rodrigo Caetano, não há necessidade de comprar o restante.
No domingo, foi noticiada a ampliação do vínculo de Réver. A diferença é que, no caso do zagueiro, o clube exerceu o direito de compra dos 50% que eram do Paulista. Agora, o defensor tem contrato até 2013 e é do Grêmio em definitivo.

Para ser campeão brasileiro com o Grêmio, Celso Roth terá que passar por um teste de fogo contra um de seus vários ex-clubes. No domingo, o adversário é o Palmeiras, clube que ele dirigiu em 2001. Nesta sexta-feira, em entrevista coletiva, o treinador lembrou com ironia sua passagem pelo Alviverde. Ele mencionou que não teve o mesmo suporte financeiro de outros profissionais, auxiliados pela parceria do clube com a Parmalat.
- Trabalhei lá depois da Parmalat. Fui o primeiro treinador depois da Parmalat. Imagina que maravilha... Só pego essas, só pego esses filés - brinca Roth.
O treinador costuma comentar que nunca teve a oportunidade de trabalhar em um clube que lhe permitisse escolher os jogadores que quisesse. É até um orgulho para ele ter alcançado bons resultados com grupos modestos. No Palmeiras, Celso Roth disputou 19 partidas pelo Campeonato Brasileiro de 2001. Foram dez vitórias, sete derrotas e dois empates - aproveitamento de 56,1%. Ele foi demitido na 19ª rodada. A equipe terminou a competição com um rendimento inferior ao que tinha com Roth no comando - 47%, em 12º

É estranho que Grêmio e Figueirense, em lados absolutamente opostos na tabela, coloquem em campo algo em comum no jogo das 19h10m (de Brasília) deste domingo, no Olímpico: a necessidade de melhorar o rendimento, sob pena de o preço pago posteriormente ser salgado. O Tricolor precisa da vitória para superar o momento de instabilidade e manter a liderança da competição. Curiosamente, contra o avdersário que goleou por 7 a 1 fora de casa no turno e assumiu a liderança pela primeira vez. O Furacão de Floripa precisa escapar da vizinhança da zona de rebaixamento do Brasileirão.
Os gaúchos vêm de derrota por 3 a 0 para o Cruzeiro. Com o resultado, sentiram a aproximação dos concorrentes. O Tricolor segue na ponta, com 59 pontos, mas agora com a companhia do São Paulo. Raposa e Palmeiras vêm na seqüência, com um a menos. O Flamengo tem 56. O Figueira, com 34, entra na rodada em 16º, mas com um jogo a menos, já que a partida contra o Fluminense, na quinta-feira passada, foi adiada em função da falta de energia elétrica na região do estádio Orlando Scarpelli.
Os técnicos Adilson Batista e Celso Roth tratam com cautela o jogo desta quarta-feira, entre Cruzeiro e Grêmio, no Mineirão. O primeiro deve escalar três zagueiros, e o segundo pensa em encher o meio-campo com seis jogadores, além de usar seu tradicional trio de beques. Mas os maiores obstáculos para que os atacantes consigam balançar a rede estão no gol.
O cruzeirense Fábio e o gremista Victor estão entre os destaques da posição neste Brasileirão e são fortes candidatos para integrar a seleção do campeonato, que nos dois últimos anos teve Rogério Ceni como titular.
De bem com a torcida, Fábio e Victor vêm de atuações seguras contra Atlético-PR e Sport, respectivamente. Perguntado se os dois são os melhores do campeonato, o goleiro do Cruzeiro prefere não apontar seus favoritos. Mas deixa soltar uma cutucada nos medalhões, sem citar nomes:
- Eu e Victor somos dois goleiros que tentam fazer o melhor para as suas equipes. É injusto falar em apenas dois ou três. Há vários goleiros buscando o melhor e às vezes não são reconhecidos, mesmo estando em times na ponta da tabela. E alguns com um certo nome são levados muito em consideração pela imprensa.
Além do cuidado com os atacantes, os dois goleiros precisam ficar atentos com a parte disciplinar. Ambos estão pendurados com dois cartões amarelos e correm o risco de desfalcar suas equipes pela primeira vez, já que participaram das 31 rodadas do Brasileirão, não dando chance aos reservas Andrey e Marcelo Grohe.
O discurso nos bastidores é de otimismo, é claro. Mas a chance de o Inter chegar à Libertadores depois do empate em 2 a 2 com o Atlético-MG, sábado, é quase nula. São necessários 20 de 21 pontos nas últimas sete rodadas. Agora, a questão é outra: com força total na Sul-Americana, um Inter "light" enfrentaria o São Paulo (2 de novembro, no Morumbi) e Cruzeiro (30 de novembro, no Beira-Rio), adversários diretos do Grêmio na campanha do título?
Vamos aos fatos: espécie de porta-voz do grupo, ao final do empate em Belo Horizonte o meia Alex falou em "jogar pela honra". Ou seja, seguir sem a pressão de alcançar meta no campeonato. O jogo contra o Náutico, quarta-feira, no Beira-Rio, já pode ser apenas estratégico, em preparação à partida decisiva de 6 de novembro, contra o Boca Juniors, na Bombonera, pela Sul-Americana.
– O mínimo que temos de fazer é conquistar o maior número de pontos possíveis. Se vai dar ou não, veremos no final – reforça Alex no Aeroporto Salgado Filho.
A situação do Beira-Rio bate de frente com os interesses do Olímpico. No próximo domingo, antes do Boca, portanto, o Inter vai ao Morumbi enfrentar o concorrente mais acirrado do Grêmio pelo topo do Brasileirão. Não à toa, até os gremistas torceram pelo Inter contra Atlético-MG. Queriam que os vermelhos mantivessem a esperança de se classificar à Libertadores.
A chegada da delegação em Porto Alegre, no domingo, foi um indício. Antes do jogo do Mineirão, Tite projetava a conquista de, pelo menos, quatro pontos nos confrontos contra Atlético-MG e Náutico. Mesmo assim, apareceu no portão de desembarque abatido. Sorriu ao cumprimentar um amigo. Mas quando outra pessoa perguntou se ainda era possível sonhar com a Libertadores, o técnico apenas olhou para o torcedor e foi embora, calado.
O sentimento de missão impossível tomou conta do grupo. Ainda no vestiário do Mineirão, os dirigentes mantiveram o discurso de não fazer projeções e apenas focar o próximo jogo, sem priorizar Brasileirão ou Sul-Americana. Tite parabenizou a equipe pela rápida recuperação física após o confronto com o Boca Juniors e disse ter boa expectativa para o futuro devido à atuação do time no segundo tempo.
Os jogadores, porém, estavam desanimados com novo revés fora de casa. Lembraram de outros pontos perdidos no decorrer do campeonato em situações parecidas, como nos jogos com Palmeiras, Flamengo e Náutico no primeiro turno. Para mostrar mobilização, apoiaram-se na matemática, mas admitem que a Libertadores é um sonho muito distante.
– Tem que dar, né? A matemática nos dá condições ainda. Temos que lutar até o final – afirma Daniel Carvalho.

O atual e o futuro presidente do Grêmio, Paulo Odone e Duda Kroeff, além do vice de planejamento gremista, Eduardo Antonini, asseguraram aos representantes do Comitê Executivo RS 2014 que o clube construirá a Arena até dezembro de 2011 e, assim, terá condições de receber jogos da Copa do Mundo do Brasil. A garantia foi dada em reunião realizada nesta quarta na Secretaria Estadual de Planejamento.
Para habilitar-se ao Mundial, o Grêmio deverá estar com o contrato de construção do novo estádio assinado com a empreiteira OAS até 15 de janeiro, data final para que as propostas regionais sejam encaminhadas ao Comitê Executivo Brasileiro do Mundial de 2014. Agora, cabe ao Conselho Deliberativo do clube colocar o tema em pauta para a aprovação.
– Vamos retomar este tema a partir de agora. Ainda não há uma data definida para a assinatura do contrato, mas faremos isso antes de 15 de janeiro – promete o presidente do Conselho Raul Régis de Freitas Lima.

Errar não é mais permitido para o Grêmio. Embora esteja na posição mais cômoda do Brasileirão 2008, na liderança isolada com 56 pontos, o Tricolor gaúcho tenta melhorar a campanha ruim do returno, onde ocupa a modesta nona posição, e se manter na ponta da competição nacional mais disputada dos últimos ânimos diante do Sport, nesta quinta-feira, às 20h30m (de Brasília), no Olímpico, pela 31ª rodada. A equipe pernambucana, já garantida na Libertadores do ano que vem por ter sido campeã da Copa do Brasil, tenta fazer as pazes com a vitória: há cinco jogos não consegue vencer.
O líder entra em campo apoiado pela forte torcida e com a vantagem de depender de si mesmo para conquistar o tricampeonato brasileiro. O Leão, em 11º lugar, com 41 pontos, tenta quebrar um tabu: já enfrentou o Grêmio 16 vezes fora de casa pela Série A e não venceu nenhuma partida.
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